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EXAMES NACIONAIS

Além de avaliar sistemas de ensino, em que o foco da avaliação é o diagnóstico dos níveis de aprendizagem demonstrados pelos alunos em diferentes etapas de sua escolaridade, a Fundação Cesgranrio também vem participando de avaliações cuja finalidade é apresentar os resultados individuais dos alunos e/ou de instituições. Nesse caso, encontram-se o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), o Exame Nacional de Cursos (Provão) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).


3.1. Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM (1998 a 2007)

A Fundação Cesgranrio, por sua experiência acumulada ao longo de 35 anos na realização de concursos e avaliações, com segurança e sigilo, foi selecionada, mediante processo licitatório, para executar o exame Nacional do Ensino Médio - ENEM - observando-se a seqüência que se segue: em 1998, com 157.221 inscritos; em 1999, com 346.953 inscritos; em 2000, com 390.180; em 2001, com 1.624.131; em 2002, com 1.829.170; em 2003, com 1.882.393; em 2004, com 1.552.316; em 2005, com 3.004.491; em 2006, com 3.731.925. inscritos; e em 2007, com 3.584.569..

Este exame, que é um dos maiores realizados no Brasil, tem como objetivo geral avaliar o desempenho dos alunos, ao término do Ensino Médio, para aferir o desenvolvimento das competências fundamentais ao exercício da cidadania.

Constitui-se em um exame, realizado em todo o Brasil, distribuído por Estados e Municípios, composto por 63 questões objetivas e uma redação, abordando tema da atualidade, que pode servir como uma alternativa para acesso ao Ensino Superior, visto que algumas universidades já adotam seu resultado para este fim.

Enem 2006 - Análise Técnico-Pedagógica das Questões


3.2. Exame Nacional de Cursos - PROVÃO

Instituído pelo Ministério da Educação, o Exame Nacional de Cursos, o chamado “Provão”, foi aplicado pela Fundação Cesgranrio desde a sua criação até 2003, quando foi, então, substituído pelo ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). A cada ano, ao final do curso, os formandos eram submetidos a exames de avaliação do que aprenderam ao longo da vida acadêmica, sem culpas ou receios, uma vez que não havia sanções, qualquer que fosse o desempenho do estudante.

Ninguém deixava de receber o diploma por não ter se saído bem nas provas, embora prestar o exame fosse condição obrigatória para a obtenção de tão almejado documento.

Criado em novembro de 1995, pela Lei 9.131, aprovada pelo Congresso Nacional, o Exame Nacional de Cursos, regulamentado em março de 1996 pela Portaria 249 do Ministério da Educação, tinha como principal objetivo garantir ensino de qualidade a uma sociedade cada vez mais exigente.

O chamado “Provão” não se constituiu no único método de avaliação do Ensino Superior. Ele juntou-se aos outros três existentes - Projeto de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB), Programa de Avaliação dos Cursos de Pós-Graduação da Fundação Capes e Programa de Avaliação dos Cursos de Graduação -, tornando-se mais um indicador na luta por um ensino melhor.

O Exame Nacional de Cursos foi criado com o claro propósito de averiguar o que se ensina e o que se aprende nas universidades brasileiras e sua relação com a realidade do país. Nem por isso o Provão deixou de ser, também, um instrumento de referência pessoal. Neste caso, não se tratava de um mecanismo de seleção ou exclusão.

Em 1996, a Fundação Cesgranrio foi responsável pela aplicação do Provão nos cursos de Administração e Engenharia Civil; em 1997 novamente nos de Administração, Engenharia Civil e ainda no de Engenharia Química; em 1998, nestes mesmos três cursos e nos de Engenharia Elétrica, Matemática e Jornalismo; em 1999, nestes seis e mais Engenharia Mecânica e Economia; em 2000, mais Química e Psicologia; em 2001, Administração, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Economia, Matemática, Jornalismo, Química e Pedagogia; em 2002 e em 2003, nestes mesmos dez cursos e mais Arquitetura e Urbanismo e Ciências Contábeis.


3.3. Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE

O ENADE – Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – vem sendo realizado pela Fundação Cesgranrio desde 2004, quando o Ministério da Educação o instituiu em substituição ao Exame Nacional de Cursos (Provão).

O ENADE integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e visa aferir o rendimento dos estudantes dos cursos de graduação quanto a um conjunto de habilidades, competências e conteúdos programáticos. O ENADE é realizado por amostragem e cada área é avaliada a cada três anos.

Em 2004, a Cesgranrio foi responsável pelo exame nas áreas de Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia e Serviço Social; em 2005, nas de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia (grupos I, II, III e VIII), Pedagogia e Química; em 2006, nas áreas de Administração, Ciências Econômicas e Secretariado Executivo; e em 2007, nas área de Agronomia, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia e Serviço Social.

Em todos esses anos, foi também responsável pela prova de formação geral, que é comum aos estudantes de todas as áreas.


3.4. Programa SENAI/SP

Em 2001, a CESGRANRIO avaliou 15 cursos técnicos oferecidos pelo SENAI/SP, por meio de dois subprojetos. O primeiro, com o objetivo de avaliar o desempenho dos alunos concluintes. O segundo, visando coletar dados e informações junto aos alunos, docentes, diretores das escolas e equipes técnico-pedagógicas para a realização de um diagnóstico, buscando identificar as variáveis que poderiam ter interferido no processo ensino-aprendizagem.

avaliacao@cesgranrio.org.br

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